«Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele»
Santa Teresa de Calcutá (1910-1997)fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
«Jesus, a Palavra», cap. 6
Com que ternura nos fala Jesus quando Se oferece aos seus na Sagrada Comunhão: «A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele»: que mais poderia dar-me o meu Jesus que o seu corpo em alimento? Não, Deus não poderia ter feito mais, nem ter-me revelado maior amor. A Sagrada Comunhão é, como a própria palavra o diz, a união íntima de Jesus com a nossa alma e o nosso corpo. Se queremos ter a vida e possuí-la de maneira mais abundante, temos de viver do corpo de Nosso Senhor. Os santos compreenderam isto tão bem que passavam horas a preparar-se para a receber e mais ainda a dar graças. Quem poderá explicá-lo? «Como é profunda a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus! Como são insondáveis os seus desígnios e incompreensíveis os seus caminhos! Quem conheceu o pensamento do Senhor? Quem foi o seu conselheiro?» (Rm 11,33-34). Quando acolheis Cristo no vosso coração após a fração do Pão Vivo, lembrai-vos do que Nossa Senhora terá sentido quando o Espírito Santo a envolveu na sua sombra, e ela, que era cheia de graça, recebeu o corpo de Cristo (cf Lc 1,26ss): o Espírito operava nela com tanta força que «dirigiu-se à pressa» (v. 39) para ir servir.
