«Quando orardes, dizei: “Pai, santificado seja o vosso nome”»

Beato Maria Eugénio do Menino Jesus (1894-1967)
carmelita, fundador de Notre Dame de Vie
«As primeiras orações»

Estes principiantes de alma ardente e generosa, cheia de grandes desejos, […] aqui estão eles a seguir Jesus; são os seus apóstolos no início da vida pública. Viram o Mestre mergulhado durante longas horas numa oração silenciosa que O absorve completamente. Gostariam de saber como pôr em prática essa atitude, de seguir o seu Mestre até essas profundezas pacíficas e misteriosas. Leiamos de novo a cena do Evangelho: um dia, quando Jesus estava a rezar num certo lugar, um dos seus discípulos disse-lhe, quando acabou: «”Senhor, ensina-nos a orar, como João Batista ensinou também os seus discípulos”. Disse-lhes Jesus: “Quando orardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o vosso nome'”». […] Pediam a ciência da oração, e Jesus ensinou-lhes uma oração vocal. Mas que oração vocal! Simples e sublime, nas suas fórmulas concisas, especifica a atitude filial do cristão perante Deus e enumera os desejos e os pedidos que ele deve fazer. O pai-nosso é a oração perfeita que a Igreja coloca nos lábios do sacerdote no momento mais solene do sacrifício. É a oração dos pequeninos, que não conhecem outra, a oração dos santos, que saboreiam as suas fórmulas tão ricas. […] Assim, muitas vezes, qualquer que seja o nosso nível de vida espiritual, por mais fervorosos ou secos que estejamos, para rezar bem e aprender a rezar corretamente, recitemos com humildade e calma o pai-nosso, a oração que o próprio Jesus compôs para nós. Ao ensinar-nos o pai-nosso, Jesus consagrou a excelência da oração vocal.

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