«Eu sou o pão da vida»

Balduíno de Ford (?-c. 1190) abade cisterciense, depois bispo
O Sacramento do altar, II, 3

Cristo diz «Quem vem a Mim nunca mais terá fome e quem acredita em Mim nunca mais terá sede» […]; e o salmista fala do «pão, que lhe robustece as forças» e do «vinho, que alegra o coração do homem» (104,15). Para os que nele creem, Cristo é alimento e bebida, pão e vinho. Pão que fortifica e robustece […], bebida e vinho que alegra […]. Tudo o que em nós é forte e sólido, jubiloso e alegre para cumprirmos os mandamentos de Deus, suportarmos a dor, sermos obedientes e defendermos a justiça, tudo isso é força deste pão e alegria deste vinho. Felizes os que vivem com força e alegria! E, como ninguém o pode fazer sozinho, felizes os que desejam avidamente praticar o que é justo e honesto, e pôr em todas as coisas a força e a alegria daquele que disse: «Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça» (Mt 5,6). Se Cristo é o pão e a bebida que garantem a força e a alegria dos justos neste mundo, não o será muito mais no Céu, quando Se der por completo aos justos? Notemos que, nas palavras de Cristo, […] este alimento de vida eterna é chamado pão do Céu, verdadeiro pão, pão de Deus, pão da vida. […] Pão de Deus para o distinguir do pão que é feito e preparado pelo padeiro […]; pão da vida, para o distinguir do pão perecível que não é a vida nem a dá, apenas a conserva, com dificuldade e durante algum tempo. Este, pelo contrário, é a vida, dá a vida e conserva uma vida que nada deve à morte.

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