«Maridos, amai as vossas esposas como Cristo amou a Igreja: entregando-Se por ela» (Ef 5,25)

Concílio Vaticano II
Constituição Dogmática sobre a Igreja no mundo atual «Gaudium et Spes», § 48

O homem e a mulher, que, pela aliança conjugal, «já não são dois, mas uma só carne» (Mt 19,6), prestam-se recíproca ajuda e serviço com a íntima união das suas pessoas e atividades e, através desta união, tomam consciência da própria unidade e cada vez mais a realizam. Enquanto dom recíproco de duas pessoas, esta união íntima e o bem dos filhos exigem a total fidelidade dos cônjuges e a indissolubilidade da sua união. Cristo Senhor abençoou copiosamente este amor com múltiplos aspetos, nascido da fonte divina da caridade e constituído à imagem da sua própria união com a Igreja (cf Ef 5,32). E, assim como outrora Deus veio ao encontro do seu povo com uma aliança de amor e fidelidade, assim agora o Salvador dos homens e Esposo da Igreja vem ao encontro dos esposos cristãos com o sacramento do matrimónio. E permanece com eles, para que, assim como Ele amou a Igreja e Se entregou por ela (cf Ef 5,25), de igual modo os cônjuges, dando-se um ao outro, se amem com perpétua fidelidade. O autêntico amor conjugal é assumido no amor divino, e dirigido e enriquecido pela força redentora de Cristo e pela ação salvadora da Igreja, para que, desse modo, os esposos caminhem eficazmente para Deus e sejam ajudados e fortalecidos na sua missão sublime de pai e mãe. Por este motivo, os esposos cristãos são fortalecidos e como que consagrados em ordem aos deveres do seu estado por meio de um sacramento especial; cumprindo, graças à força deste, a própria missão conjugal e familiar, penetrados do espírito de Cristo que impregna toda a sua vida de fé, esperança e caridade, avançam sempre mais na própria perfeição e mútua santificação, cooperando juntos para a glória de Deus.

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